No.6 de Asano Atsuko

Posted by Carol Riff On 27.11.11 1 comentários
Bom, já que eu resolvi retomar as atividades antigas do blog, resolvi fazer uma resenha sobre um anime que eu vi recentemente, cujo mangá estou acompanhando. Então, sem mais delongas. NO.6 pra vocês :D


No.6 é uma história de ficção ambientada no ano de 2013, e conta a história de um menino chamado Shion, que vive na cidade "perfeita" criada pela humanidade, chamada "No.6". Shion, é um aluno com capacidade mental acima da média por isso vive numa área luxuosa chamada "Cronos". O problema é que em seu aniversário de 12 anos, por um pequeno deslize, o garoto acaba conhecendo um menino chamado Nezumi (Tradução = Rato) que é um fugitivo do reformatório. Diante da situação, Shion decide ajudá-lo e com isso perde todos seus privilégios, acabando por morar numa das áreas mais pobres da cidade trabalhando como uma espécie de "fiscalizador de parque".

Num belo dia, Shion e seu companheiro de trabalho (Que eu não me recordo agora o nome) se deparam com uma situação incomum quando um dos robôs de limpeza encontra um cadáver mais do que envelhecido que mais tarde é atribuido a um homem de 30 anos de idade. Shion não sabia, mas aquele incidente mudaria sua vida para sempre, virando de cabeça para baixo não somente sua situação de vida, bem como suas convicções acerca da cidade em que morava, levando-o a descobrir os segredos mais obscuros que são encobertos pelo pano da perfeição de No.6

Opinião Pessoal: Um anime interessantíssimo, cheio de personagens carismáticos e momentos de risadas que aborda situações delicadas com maestria. Um gráfico excelente e uma história extremamente delicada e bem bolada, vale realmente a pena ver, o que é facilitado pelo fato dele ser curtinho e ter apenas 12 episódios que deixam aquele gostinho de "Quero mais" sem deixar nenhuma ponta solta. Emocionante, me levou as lágrimas. Fala muito sobre amizade e sobre a pureza das pessoas. Totalmente recomendo. :D

E é isso ai meu povo, espero que tenham gostado e assistam mesmo porque vale SUUUPER a pena. Caso queiram baixar, podem encontrar nesse site aqui Yaoi Project BR (Apesar do site, No.6 não é considerado Yaoi)

E com isso eu encerro por aqui. Beijos ;*
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Eu gosto de meninos e meninas ♫

Posted by Carol Riff On 24.11.11 0 comentários
[Antes de começar a fazer o post, uma pequena atualização aos poucos que acompanhavam meu bloguinho lindo antes: Depois de muito confabular e me debater de vontade de escrever algo mais além dos meus contos pequenos, eu decidi que ia mudar o estilo do blog, introduzindo também posts com a minha opinião e coisas cotiadianas. Em suma, isso quer dizer que vão me ver mais por aqui haha. Agora sim, vamos ao post de hoje.]

Durante a semana, uma imagem postada no facebook trouxe uma certa polêmica em algum grau de intensidade, despertando também a minha atenção. E bom o título do post não está aí atoa né? A questão é sim sobre a homosexualidade (Homosexualismo se torna incorreto porque -ismo é um sufixo que tem a ver com doenças).

O fato é: Estava eu no meu facebook quando aparece uma imagem com fotos de dois homens e uma foto de duas mulheres com o título "Isso NUNCA será aceito por Deus" seguido dos dizeres "Com homem não te deitarás como se fosse mulher, isso é abominação" que deve ter sido retirado da bíblia católica ou algo do tipo (Me perdoem por ser leiga).

Eu não sou muito religiosa, ou melhor dizendo, não sou nem um pouco religiosa, mas tenho a minha fé, acredito nos meus santos e acima de tudo em Deus e ao ver essa imagem só pude pensar em uma única coisa :Pré-Conceito. Por que ao menos o Deus em que eu acredito não abomina ninguém por tentar ser feliz. Sim, feliz, pois estas pessoas como qualquer um de nós também buscam sua felicidade, que por algum acaso do destino é encontrada nos braços de um semelhante. Pra mim, pessoas se apaixonam por pessoas e não por seus gêneros.

Friso que essa é somente a minha humilde opinião mas eu realmente acredito que se uma pessoa não é feliz sendo hétero e é feliz com semelhantes, ela deve escolher esse caminho para sua vida, o que todos sabemos que não é fácil, pois se fosse, milhares de jovens inocentes, que não fizeram nada além de uma escolha que não afeta ninguém além deles mesmos, não morreriam espancados (Espancados! Por nada!)

Novamente, eu não consigo entender como as pessoas podem preferir um "amor hétero" que é forjado, fingido e que torna um ser completamente infeliz, pregando que se esse se entregar a um igual ele será jogado no fogo do inferno; Não faz sentido! Pelo menos para mim não faz! Eu com toda certeza prefiro ver duas mulheres ou dois homens felizes do que uma família tradicional (Politicamente correta para os padrões) onde ninguém consegue se entender e todos se odeiam. É isso que é abençoado? Infelicidade que gera infelicidade que torna a vida de uma pessoa um inferno? Isso me soa completamente hipócrita e sem nexo e é por esses e outros motivos que eu bato pé sim e que defendo não somente os homosexuais mas sim as pessoas que querem ser felizes.

Defendo sim as pessoas que enfrentam tudo e todos para buscar sua essência, para viver aquilo que desejam e sonhar.

Sejam eles meninos ou meninas. De corpo e de alma
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Autobiográfico ~ 08/10/11

Posted by Carol Riff On 8.10.11 1 comentários
Abriu as janelas com força, sentindo a brisa gelada que vinha acompanhada dos pingos da chuva forte que castigava a terra. A música tocando alta no quarto, ressoando em cada pequeno pedaço de sua alma, envolvendo-a e trazendo paz. Sorriu largo, nem sequer ligando para o fato da roupa começar a colar no corpo, a voz soando firme junto com a do cantor.
Havia tanta coisa errada em sua vida que ela nem sabia por onde devia começar a consertar. Tantos erros, tantas palavras estúpidas ditas e tantas guardadas. Tantas mágoas e sentimentos engaiolados que às vezes afloravam com força, levando-a às lágrimas... Tantos momentos que ela queria eternizar.

Olhou para si mesma enxergando aquele mesmo tom claro de azul... Queria tanto ser como as outras pessoas, feita daquelas cores quentes e vibrantes! Mas não podia. Quantas vezes não desejara poder mudar a si mesma, quantas vezes não pintara a si mesma de laranja, só para ver a tinta escorrer?

Sorriu de forma amarga, como quando fazia cada vez que queria se esconder. Sua pele lisa escondendo as cicatrizes de sua alma, que apesar de não serem muitas, haviam transformado e muito sua vida. Era quase estranho olhar para trás e se deparar com um sorriso inocente de uma menina de ingenuidade tamanha. Ainda era a mesma, mas o mundo a ensinara que nem todas as pessoas são boas.

Continuava tendo as mesmas manias, os mesmos ataques, chorando pelas mesmas coisas e tendo os mesmos medos. Continuava se sentindo culpada cada vez que era egoísta e continuava morrendo de medo do futuro incerto que sempre lhe esperava.

Medo, maldito medo que lhe segurava os tornozelos com força, impedindo-a de ir para frente. Mesmo medo que derrubava sua infantaria com um golpe, que transformava toda sua convicção em pó e que fazia de sua vida um grande terremoto. O mesmo medo que ela sabia ter de enfrentar, o mesmo com o qual ela sempre lutou...

Sentia-se muitas vezes deslocada, uma estranha no meio das pessoas, um pequeno patinho feio no meio de cisnes e a pequena ovelha negra da família. Amava demais e talvez por isso se doasse demais, arranjando muitas decepções no processo mas nunca aprendendo a amar menos. Se perguntava muitas vezes se as coisas poderiam ter sido diferentes e se havia algo de errado com ela;

Tantas perguntas, capazes de parar uma vida. Ergueu-se, os cabelos pingando e sorriu de modo inocente. Sabia bem de suas limitações e problemas, mas também tinha certeza de que não fora feita para desistir. Havia sobrevivido até ali, mantido as chamas de seu fogo, que por mais que vacilassem as vezes, acesas. Apanhando da vida e apenas aprendendo a como bater, pois sabia que quem desiste não nasce para vencer.

Podia cair e cair, mas seria estaria disposta a levantar.
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Shine a Light ~ 29/09/11

Posted by Carol Riff On 29.9.11 0 comentários
Dançava, a música alta entrando em cada um de seus poros, lavando sua alma, levando embora a tristeza que sempre carregava consigo. Movia-se na batida frenética, nem sequer prestando atenção no mundo ao seu redor. Os olhos fechados, um sorriso sereno e satisfeito no rosto; Estava em paz.
Era ali, naquele pequeno momento, entre tantas pessoas que a menina tímida, sempre escondida pelos óculos de armação grossa se tornava uma grande mulher. Era ali que ela se sentia feliz, com seu lápis preto e seu batom vermelho, com seu vestido favorito e o seu all-star já gasto.
As pessoas lhe fitavam, as mulheres invejando sua dança e os homens cobiçando-a, mas ela não se importava. Cantarolava suas letras favoritas e sacudia os cabelos pretos de um lado para o outro, quase como se quisesse lembrar que eles estavam realmente soltos.
Abriu um sorriso largo, o que será que a mãe diria se a visse daquele jeito? 
Riu alto; Certamente a mulher ia arrastá-la pelos cabelos até sua casa, lhe dizendo que não havia criado uma filha para tamanha humilhação. Ela simplesmente não entendia.

Finalmente, os olhos cerrados se abriram, fitando tudo e todos, sem no entanto fixar-se em ninguém. Caminhou lentamente em direção ao bar, pedindo um refrigerante qualquer, recebendo olhares curiosos por parte dos outros, apenas sorrindo como quem diz “O que foi? Nunca viu ninguém beber refrigerante não?”.

O barman sorriu para ela, já estava acostumado e conhecia aquela menina de longa data. Conhecia todos os seus lados, tanto a menina que vivia de maria chiquinha e livros nos braços quanto a mulher que dançava de um jeito simples que funcionava como imã aos olhos alheios. E amava ambos.

Ela simplesmente pegou o copo e sorveu um gole, notando uma pequena agitação por parte das meninas que se encontravam no meio da pista e deu de ombros sem nem virar o rosto em direção ao lugar. Continuaria bebendo suacoca-cola se uma silhueta grande não tivesse sentado ao seu lado.

A menina-mulher então, desviou suas orbes chocolate para o recém-chegado, sentindo o coração falhar em uma batida. Era ele, o dito cujo que a ignorava completamente quando ela estava com seus óculos grandes de grau alto.Ele sorriu, um sorriso branco e genuíno, mas ainda assim cheio de segundas intenções e ela retribuiu, ajeitando de leve os cabelos negros que havia saído do lugar.Ele então se ergueu, puxando-a pela cintura, trazendo-a para dançar consigo e ela apenas alargou mais o seu sorriso, dançando conforme a música pedia.
Lá pelas tantas, uma boca atrevida procurou a sua e ela simplesmente desviou o rosto, recebendo o beijo quente em sua bochecha, seguido de um olhar confuso por parte do garoto; Ela então sorriu largo, tirando os óculos garrafais de dentro de sua bolsa pequena e colocando no rosto, rindo sonoramente da cara de espanto que o outro fez para então virar-se para o barman, seu amigo de todas as horas e dar-lhe um beijo estalado na bochecha, vendo-o arregalar os olhos da mesma forma que o outro fizera.
Sorriu para ambos, piscando um olho e virou-se, caminhando daquele mesmo jeito cheio de suingue de volta para a saída. O coração leve e a alma radiante.

E a certeza de que vencera todas as barreiras de sua timidez.
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So don't look back on yesterday ♪ ~19/08/11

Posted by Carol Riff On 19.8.11 0 comentários
Eu certamente não sou a pessoa mais sábia do mundo, nem a mais madura delas para saber exatamente como lidar com algumas situações. Na verdade, eu me torno uma criança muito mais chorona do que deveria diante de algumas coisas...

Não sou muito boa com as palavras, e elas sempre me fogem quando eu preciso delas, sobrando-me apenas os gestos que nem sempre são compreendidos e nem sempre tem o efeito que eu desejava. A verdade é que na maioria das vezes meus gestos acabam soando muito mais triviais do que eu realmente desejava que fossem e eu nunca sei o que fazer quando isso acontece... Talvez eu deva me desculpar com todos por causa disso.

Todos nós vivemos sabendo que não vamos nadar sempre num mar de rosas e que as nuvens fofas podem se tornar espinhos rapidamente e que nem sempre as coisas vão dar certo como agente espera que dêem... Aliás, todos sabemos que elas vão dar errado uma penca de vezes antes de darem realmente certo, quase como se fosse “aquilo que deveria acontecer” mas não é esse “saber” que vai minimizar as coisas ruins que acabam vindo nesse momento... Nada pode minimizar, ou talvez o tempo possa fazer essas coisas sumirem pouco a pouco.
A dor existe, o sofrimento é opcional.
Existem aqueles que vão se deixar levar pela dor e aqueles que vão erguer a cabeça perante seu olhar debochado e vão rir, dizendo que logo não irão mais senti-la. Nunca é fácil, mas quase nunca vai se estar sozinho. Virar páginas sempre vai ser necessário porque como já diz o ditado “Quem vive de passado é museu”, e se por acaso essa página esteja muito pesada para se virar sozinho, sempre pode-se contar com as mãos amigas.
E é por isso que eu, nas minhas humildes limitações, nos meus gestos travados e nas minhas palavras não-ditas, escrevi esse texto e o dedico a todos àqueles que amo e prezo, dedicando em especial a um ser maravilhoso cheio das mais variadas qualidades que não cabe a mim descrever, pois assim como dito anteriormente eu não sou muito boa com consolos e então faço o que posso.

E com estas minhas palavras que eu digo que vou estar sempre aqui pra você pronta para passar a página com você, caso ela esteja muito pesada. Te amo tá?
Think of what could be if you rewrite the hole you play, and look back on yesterday. ♫
~19 de Agosto de 2011 - Dia do "Quero recomeçar minha vida"
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