Já sentiu dor? Tanta dor que se sentiu sufocar? Que sentiu a necessidade de gritar pro mundo o tanto que estava doendo? Já se sentiu inútil, imóvel, impotente? Já sentiu àquela necessidade de deitar, se encolher e apenas desaparecer?
Já cantou aquela música triste com lágrimas rolando pelos olhos? Já sorriu fingindo que tava tudo bem? Só para que ninguém percebesse que você tava mal? Já fez isso desejando que percebessem, que te dessem um abraço dizendo um "Vai ficar tudo bem" sem fundamento algum? Já se sentiu carente o suficiente para quer apenas um colo quentinho para chorar?
Já chorou por uma mistura de coisas tão grandes e loucas que sequer sabia dizer o que era? Já se sentiu invisível, sozinha, fraca? Um zero a esquerda, alguém com quem ninguém se importa? Já se sentiu engarrafada, escrevendo para libertar todo um conjunto de fantasmas que você não sabia como segurar?
Já sentiu a pressão absurda de sua própria depressão? Já teve o pensamento de querer sumir, desaparecer, pensando que ninguém ia se importar?
Ultimamente, tenho me sentido assim. Embotada, presa, triste e solitária. Tenho desejado um abraço, um sorriso, alguém que olhe pra mim e diga "Vai ficar bem, vem cá!", alguém que se preocupe que seja até chato e que esteja no meu pé. Que aguente minhas reclamações repetidas, meus dramas esquisitos, sem me julgar. Que mesmo sem saber tente me animar. Tenho desejado tirar forças de sei lá onde, desejado não olhar pro lado e me sentir injustiçada, desejado foco e esperança para seguir em frente. Tudo tem sido difícil. Mais difícil do que eu podia imaginar. Tudo tem sido complicado e a sensação de sufoco só vem aumentando, aumentando.
Hoje acho que já chorei todas as minhas lágrimas. Hoje estou no chão, meus braços curtos tentando me erguer, tentando levantar depois de mais uma grande porrada da vida. Me pergunto quando isso vai parar e não chego numa resposta. A vida é difícil, é árdua e as vezes eu mesma duvido que esteja fazendo a coisa certa, duvido que esteja tomando o caminho certo. Não dá pra saber, afinal.
READ MORE
Já cantou aquela música triste com lágrimas rolando pelos olhos? Já sorriu fingindo que tava tudo bem? Só para que ninguém percebesse que você tava mal? Já fez isso desejando que percebessem, que te dessem um abraço dizendo um "Vai ficar tudo bem" sem fundamento algum? Já se sentiu carente o suficiente para quer apenas um colo quentinho para chorar?
Já chorou por uma mistura de coisas tão grandes e loucas que sequer sabia dizer o que era? Já se sentiu invisível, sozinha, fraca? Um zero a esquerda, alguém com quem ninguém se importa? Já se sentiu engarrafada, escrevendo para libertar todo um conjunto de fantasmas que você não sabia como segurar?
Já sentiu a pressão absurda de sua própria depressão? Já teve o pensamento de querer sumir, desaparecer, pensando que ninguém ia se importar?
Ultimamente, tenho me sentido assim. Embotada, presa, triste e solitária. Tenho desejado um abraço, um sorriso, alguém que olhe pra mim e diga "Vai ficar bem, vem cá!", alguém que se preocupe que seja até chato e que esteja no meu pé. Que aguente minhas reclamações repetidas, meus dramas esquisitos, sem me julgar. Que mesmo sem saber tente me animar. Tenho desejado tirar forças de sei lá onde, desejado não olhar pro lado e me sentir injustiçada, desejado foco e esperança para seguir em frente. Tudo tem sido difícil. Mais difícil do que eu podia imaginar. Tudo tem sido complicado e a sensação de sufoco só vem aumentando, aumentando.
Hoje acho que já chorei todas as minhas lágrimas. Hoje estou no chão, meus braços curtos tentando me erguer, tentando levantar depois de mais uma grande porrada da vida. Me pergunto quando isso vai parar e não chego numa resposta. A vida é difícil, é árdua e as vezes eu mesma duvido que esteja fazendo a coisa certa, duvido que esteja tomando o caminho certo. Não dá pra saber, afinal.
Just the thought of another day
How did we end up this way
What did we do wrong?
God
Me perco. Me acho. Me esqueço de mim para me encontrar. Me perco em desespero e do desespero faço flor, faço amor, faço dor. Da dor faço arte, força, esperança. Da esperança tiro forças para caminhar, para continuar, sem parar.
O tempo não para.
Choro, caio, levanto, me arrasto, mas faço o possível para não parar, estagnar. Do estagnado nada nasce, mas do estagnado algo renasce. Do renascer, do nascer de novo, do tentar outra fez, do se erguer. Das cinzas se faz a fênix, da fênix e se faz o vôo. E eu vôo, o mais alto que minhas asas podem me levar, tão alto quanto Ícaro, tão alto quanto puder, alto até minhas asas derreterem e se desfazerem, até cair novamente, até aterrissar, até voltar.
A realidade é dura.
Dura, difícil, incompreensiva, impermeável, irrefreável. É irreprimível mas ainda assim tangível e palpável, é dor, amor, sonho, ilusão, é o barulho do salto gasto contra o assoalho, os olhos se fechando ao final de um dia duro, é o passar pelo inferno e voltar. O eterno ciclo de renascer, a queima infinita, do fogo às cinzas, das cinzas à fênix.
É imprevisível.
E assustador, amedrontador, apavorador. É uma sombra escura que passa pela janela em um dia chuvoso, é o que te faz tremer e se esconder, é o medo entranhado na pele, nos olhos, na alma. Mas é também o prevalecer, é o encher-se de coragem, é o erguer da cabeça, o curar as feridas, o exorcizar o fantasma e o seguir. Sempre em frente, sempre.
É não linear.
E se perder, se achar. E fazer nascer no meio das nuvens um sol. É fazer da terra estéril uma flor nascer. É transformar a dor em arte, é deixar o desespero fazer parte, sem no entanto deixar-se engolir. É a grande empreitada de todos nós, a grande jornada para lugar nenhum que todos fazemos sem muito saber. É a incógnita infinita que se altera nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nos detalhes que passam despercebidos.
É amar, perseverar, apaixonar, dançar, voar. É perder, esquecer, ser, deixar de ser. Renascer, crescer, florescer. É cair, sumir, surgir, emergir, submergir. É viver, da melhor, com intensidade, com vigor, com amor. É ser o que se é, abrir os olhos para o mundo, é andar para o nada. Enfrentar o medo e os fantasmas.
Atirar-se a uma grande empreitada.
READ MORE
O tempo não para.
Choro, caio, levanto, me arrasto, mas faço o possível para não parar, estagnar. Do estagnado nada nasce, mas do estagnado algo renasce. Do renascer, do nascer de novo, do tentar outra fez, do se erguer. Das cinzas se faz a fênix, da fênix e se faz o vôo. E eu vôo, o mais alto que minhas asas podem me levar, tão alto quanto Ícaro, tão alto quanto puder, alto até minhas asas derreterem e se desfazerem, até cair novamente, até aterrissar, até voltar.
A realidade é dura.
Dura, difícil, incompreensiva, impermeável, irrefreável. É irreprimível mas ainda assim tangível e palpável, é dor, amor, sonho, ilusão, é o barulho do salto gasto contra o assoalho, os olhos se fechando ao final de um dia duro, é o passar pelo inferno e voltar. O eterno ciclo de renascer, a queima infinita, do fogo às cinzas, das cinzas à fênix.
É imprevisível.
E assustador, amedrontador, apavorador. É uma sombra escura que passa pela janela em um dia chuvoso, é o que te faz tremer e se esconder, é o medo entranhado na pele, nos olhos, na alma. Mas é também o prevalecer, é o encher-se de coragem, é o erguer da cabeça, o curar as feridas, o exorcizar o fantasma e o seguir. Sempre em frente, sempre.
É não linear.
E se perder, se achar. E fazer nascer no meio das nuvens um sol. É fazer da terra estéril uma flor nascer. É transformar a dor em arte, é deixar o desespero fazer parte, sem no entanto deixar-se engolir. É a grande empreitada de todos nós, a grande jornada para lugar nenhum que todos fazemos sem muito saber. É a incógnita infinita que se altera nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nos detalhes que passam despercebidos.
É amar, perseverar, apaixonar, dançar, voar. É perder, esquecer, ser, deixar de ser. Renascer, crescer, florescer. É cair, sumir, surgir, emergir, submergir. É viver, da melhor, com intensidade, com vigor, com amor. É ser o que se é, abrir os olhos para o mundo, é andar para o nada. Enfrentar o medo e os fantasmas.
Atirar-se a uma grande empreitada.
Fly with me cause I'm a Warrior, feel my Power, see my light cause I don't wanna be dark no more.
Move your head, move your soul, move it all along and don't take it slow, dance. Even if you fall keep running, cause when we fall we still have our dreams, we still have our sins, remember the memories of sunny and rainy day. Fight and win your our battles cause everyday I won mine.
U know? I'm kinda unbreakable
Cause I'm always standing still, cause I'm always wanting to feel new. I'm always falling down, I'm always standing my ground. I'm always running to nowhere, with my broken wings that keep me flying that way. U know i'm unbreakable, even if I'm broken.
I got the power, I got the warnings, I'm taking the shots, one, two, three. I'm just trying to be. To my old fears I can only say goodbye, to the new I say hello cause I'm no hero I'm just a warrior.
So no more pain, goodbye, goodbye, and no more cry, goodbye goodbye. I will have no mercy, if you're ready to feel put your hands in the air.
I'm just a freakshow, I'm just someone nobody know, like a sad drama actor freezing on the snow. I'm just dancing in the floor, dancing in the life, dancing with a knife. I'm just dancing in the rain, just smiling without refrain. I'm lost on my own mind, I'm slave of my own sight. I'm not so brave.
I'm just a tired one, with the heart beating fast. I'm just tired of me, tired of be, tired of see. I'm just... I'm from zero... I'm just being punched in the face, help me if you can. I'm just the rebel one.
What can I do? What can I do? I only have one shot, one chance. I'm shouting my voice to the world ! I only have one chance, u know?
U know, I'm unbreakable one, U know?
I can't lost myself, I can't loose myself.
Cause I know the pain I'm going through even when I close my eyes. Cause I feel the love around me, cause I feel everything that made me be.
Yes i'm hero, but still I'm from zero. I'm a Warrior, I got the Power, I'm unbrekable and all I can say is that
I remember.
Corria pelo campo florido, os
pés descalços tocando a terra e a grama, os cabelos balançando ao sabor do
vento. Sorria. Feliz como nunca antes. Sorria. Enquanto rodopiava e assoprava
os dentes de leão , gargalhando com vontade quando a flor se desfazia em mil
pedaços que voavam pelo ar. Se sentia
livre. Maravilhada com todas aquelas cores e sons.
O olhar
infante e curioso passeando por todos os lugares
Ainda
rindo, deixou-se cair no chão, apreciando o céu azul do seu pedaço de paraíso, tão colorido e
musical. Observou as nuvens branquinhas e o céu azul fechando os olhos
levemente com o pensamento de que poderia ficar pra sempre ali, e de fato poderia.
Sem perceber, caiu no sono, somente acordando muitas
horas depois com um leve pingo gelado da chuva em seu rosto.
Ergueu-se
assustada, o céu agora cinza e trevoso e a música substituída pelo sons dos
trovões que ribombavam, o que havia
acontecido? Em um átimo a chuva veio forte, os pingos grossos e gelados
caindo sobre todo o lugar, fazendo estrago.
Com frio, fitou as próprias mãos, percebendo com espanto que elas
perdiam a cor, que lhes escorria como tinta. O que estava acontecendo?
Com
o coração martelando olhou em volta, sentindo os olhos marejarem ao notar que
todo o lugar perdia sua cor, o brilho em seu olhar se apagando lentamente, a
chuva levando embora sua felicidade infante e inocente. Porque aquilo estava acontecendo? As lágrimas se misturaram à água
que vinha do céu, caindo sem parar enquanto ela perguntava para os céus porque
as coisas tinham de ser assim?
Porque tudo
não poderia ser bonito sempre?
Por
que justo com ela? Justo com seu lugar tão especial e bonito? O que ela havia
feito de errado para que aquilo acontecesse? Chorou alto, a dor se espalhando
por todo lugar. Sentia-se cinza,
invisível, insignificante. A vida havia se tornado cinza. Caiu de joelhos,
abraçando o próprio corpo, caindo lentamente até estar deitada na outrora verde
grama, as lágrimas ainda abandonando seus olhos enquanto ela pedia baixinho
para as coisas voltarem ao normal.
Seus
olhos fecharam-se lentamente, o coração cada vez mais devagar como se estivesse
desistindo, a alma drenada sem que
ela soubesse por quê. Até que tudo mudou.
Em um novo átimo, num último piscar, seus olhos captaram a cor, se abrindo
ávidos e desesperados e ela viu. Viu a borboleta azul que praticamente reluzia
na paisagem cinza, parada imponente sobre um tronco, como se estivesse
realmente se exibindo.
Tirando
forças não sabia de onde ela se ergueu, as roupas sujas de lama não fazendo
nenhuma diferença. Algo dentro de si a compelindo a correr atrás do pequeno
animal que agora voava em direção a um nada mais cinza que todo o resto. E ela
não teve dúvidas, apenas começou a
correr.
E correu, correu, correu. Os pés
afundando na lama, se tornando mais pesados e difíceis, cada vez mais difíceis,
o barro se agarrando aos seus pés tentando parar seu movimento enquanto ela
apenas fazia mais força e se obrigava a ir a frente. Algo lhe dizia pra ir em frente. O pequeno animal voando logo à sua
frente, embrenhando-se entre árvores e retornando, sem qualquer rumo.
A menina se sentia cansada, mas
se recusava a desistir. Tinha que alcançar a borboleta! Por quê? Nem ela sabia explicar. O ar faltava e
as pernas reclamavam, mas ela continuava com as mãos estendidas seguindo em
frente, chamando a bela azulada que parecia executar uma dança no ar, com total
leveza e graciosidade.
Demorou um tempo para que
finalmente alcançasse o animal, pegando-a entre seus dedos trêmulos com cuidado
para não lhe machucar, sorrindo ao ver sua cor azul brilhar. Fitou novamente o
horizonte cinza que se estendia à sua frente e sorriu, notando que a chuva
diminuía cada vez um pouco mais.
Nenhuma
tempestade era infinita, certo?
Ainda
com o animal entre os dedos pôs-se a caminhar, a inocência deixada um pouco
para trás enquanto ela apena sorria levemente, decidida sobre o que fazer.
Quando o sol finalmente voltou a sair no céu ainda cinza, tocando sua pele de
leve, ela tomou uma decisão. Uma que
mudaria todas as outras.
Não gostava
de cinza. E não deixaria as coisas assim.
Com
um sorriso travesso no rosto, soltou o animal, vendo quando este voou gracioso
ao seu redor. Gargalhou novamente ao notar o estado de suas roupas e imaginou o
estado de seu cabelo, levando a mão até o mesmo só para perceber que ele estava
todo bagunçado. O que importava? Baixinho,
assobiou uma música que gostava, dançando-a de olhos fechados. Os sons
retomando ao lugar enquanto as cores pareciam voltar. Coloria o lugar com sua alma de volta.
Coloria de
volta seu paraíso.
Quando
voltou a abrir seus olhos, nada parecia como antes. O cinza lentamente se
transformava em cor e a música baixinha continuava tocando, como se aos poucos
ganhasse força para voltar. Riu novamente, a risada ecoando por todo o lugar,
reverberando dentro dela mesma e foi aí que ela finalmente entendeu.
Não importava
se a tempestade levasse as cores do seu paraíso embora.
Ela sempre
poderia voltar a colori-lo, bastava que estivesse disposta a cair e se
levantar.
Eu normalmente venho aqui com algum texto, alguma história que seja capaz de traduzir algo que eu estou sentindo, é prático e costuma ser o meu melhor momento de escrita, exatamente quando as coisas saem direto do meu coração, quando não preciso fingir que sinto coisas que não sinto ou me colocar no lugar de quem quer que seja pois afinal escrevo sobre o lugar que eu mesma sou capaz de ocupar. A questão é que as vezes, as palavras ditas de forma crua, sem estarem escondidas ou mascaradas são necessárias, e nesse momento eu preciso mais do que nunca externar isso para algum lado, mesmo que seja numa página abandonada pelo mundo, algo que ninguém lê. É preciso expurgar a dor que eu estou sentindo, nem que seja um pouco.
A verdade é que eu estou cansada, como um soldado que volta da guerra, como alguém que perde as esperanças aos poucos, uma peça metálica que perde seu brilho pouco a pouco. A diferença básica é que quando algo perde seu brilho logo se vê e o meu sofrimento está aqui, entalado dentro de mim, preso em um canto do qual eu não posso deixá-lo sair. O motivo? Simples. Já ouviu falar em 'efeito dominó'? Pois é, se um cai todos caem e teoricamente eu deveria ser aquela com maior resistência por ser a mais nova mas curiosamente não sou feita do mesmo aço do qual minha mãe ou pai são feitos. Me sinto frágil como um metal qualquer, um fio de cobre que se dobra a qualquer coisa mas que ainda assim tenta se manter de pé.
Não é fácil e eu sinto como se a chama da minha esperança se apagasse mais e mais a cada dia. Eu tenho 19, mas a vida pesa sobre meus ombros como se eu fosse muito mais velha, ela me derruba e ri na minha cara e cada vez mais eu tenho menos força pra levantar. Menos força porque por mais fé que eu deposite na teoria de que "As coisas vão melhorar" elas não tem realmente melhorado. Na verdade, eu poderia dizer que elas tem piorado e nem toda 'união de família' que eu costumo me orgulhar parece ser efetiva. Vai lá tentar pagar contas com 'união de família' que você entenderá do que estou falando. Nós trabalhamos e trabalhamos e nada parece dar jeito, como se de uma forma louca ainda tivéssemos que passar por mais provações do que as que já tem aparecido em nosso caminho.
Me vejo ainda mais desmotivada ao notar pessoas reclamando de coisas simples enquanto eu desmorono por dentro. Ninguém tem culpa, afinal, do meu azar ou de tudo que acontece, mas dói pensar que um tanto de gente 'má' por aí vive bem enquanto eu e meus pais que lutamos com todas as nossas forças continuamos na mesma situação de merda. Andando pra lugar nenhum, com perspectiva de nada. Veja bem, eu amo meus pais, amo minha vida mas morro por dentro cada vez que vejo no olhar deles o nervoso por não saber como será o dia de amanhã.
Acima de tudo, eu tenho medo, medo de mim, da vida, de tudo que ainda vem por aí e que me sufoca só de pensar, de tudo que ainda vamos ter que enfrentar. Eu só queria que as coisas dessem um pouco certo, será que é pedir demais? Ter um pouco de conforto, só um pouco... Eu só sinto que não aguento mais dor, que não aguento mais a mim mesma, mesmo que ainda me mantenha de pé, segurada por algo que nem eu sei o que é. Só precisava dizer...
READ MORE
A verdade é que eu estou cansada, como um soldado que volta da guerra, como alguém que perde as esperanças aos poucos, uma peça metálica que perde seu brilho pouco a pouco. A diferença básica é que quando algo perde seu brilho logo se vê e o meu sofrimento está aqui, entalado dentro de mim, preso em um canto do qual eu não posso deixá-lo sair. O motivo? Simples. Já ouviu falar em 'efeito dominó'? Pois é, se um cai todos caem e teoricamente eu deveria ser aquela com maior resistência por ser a mais nova mas curiosamente não sou feita do mesmo aço do qual minha mãe ou pai são feitos. Me sinto frágil como um metal qualquer, um fio de cobre que se dobra a qualquer coisa mas que ainda assim tenta se manter de pé.
Não é fácil e eu sinto como se a chama da minha esperança se apagasse mais e mais a cada dia. Eu tenho 19, mas a vida pesa sobre meus ombros como se eu fosse muito mais velha, ela me derruba e ri na minha cara e cada vez mais eu tenho menos força pra levantar. Menos força porque por mais fé que eu deposite na teoria de que "As coisas vão melhorar" elas não tem realmente melhorado. Na verdade, eu poderia dizer que elas tem piorado e nem toda 'união de família' que eu costumo me orgulhar parece ser efetiva. Vai lá tentar pagar contas com 'união de família' que você entenderá do que estou falando. Nós trabalhamos e trabalhamos e nada parece dar jeito, como se de uma forma louca ainda tivéssemos que passar por mais provações do que as que já tem aparecido em nosso caminho.
Me vejo ainda mais desmotivada ao notar pessoas reclamando de coisas simples enquanto eu desmorono por dentro. Ninguém tem culpa, afinal, do meu azar ou de tudo que acontece, mas dói pensar que um tanto de gente 'má' por aí vive bem enquanto eu e meus pais que lutamos com todas as nossas forças continuamos na mesma situação de merda. Andando pra lugar nenhum, com perspectiva de nada. Veja bem, eu amo meus pais, amo minha vida mas morro por dentro cada vez que vejo no olhar deles o nervoso por não saber como será o dia de amanhã.
Acima de tudo, eu tenho medo, medo de mim, da vida, de tudo que ainda vem por aí e que me sufoca só de pensar, de tudo que ainda vamos ter que enfrentar. Eu só queria que as coisas dessem um pouco certo, será que é pedir demais? Ter um pouco de conforto, só um pouco... Eu só sinto que não aguento mais dor, que não aguento mais a mim mesma, mesmo que ainda me mantenha de pé, segurada por algo que nem eu sei o que é. Só precisava dizer...