Todos os dias me escondo, mascaro-me, renego-me. Todos os dias maqueio-me por fora e por dentro, escondo meus medos, meu pior, minha inveja, meu fel, dentro dos meus sorrisos. Escondo meu cansaço debaixo de minha maquiagem, varro minhas inseguranças para debaixo do tapete de forma pífia, pois elas sempre voltam a me assombrar.
Todo dia, tento parecer o melhor de mim. Mesmo que o que me rodeie seja o pior.
Escondo-me atrás de minhas roupas, atrás de minhas atitudes, mascaro minha dor com as coisas simples, deixo longe de todos o meu pior e mais escuro lado. Todos os dias enfrento de cabeça erguida tudo, mesmo que por dentro seja consumida por mil e um fantasmas que jamais vão me abandonar.
Todos os dias, evito o espelho. Evito minha imagem refletida atrás do vidro. Evito minhas marcas, evito me encarar, evito porque sei que de todos os complexos, Narciso não é o meu. Evito-o porque ele e eu somos capazes de encontrar as rachaduras da armadura que construo ao meu redor. Pois é nele que me vejo, sem maquiagem, ao acordar. É nele que noto que mesmo a maquiagem não pode esconder certas coisas, é nele que me vejo diante de mim.
E isso é aterrador. Aterrador porque não há ninguém além do espelho. Apenas eu. Apenas a minha imagem refletida. Não há ninguém que possa mudá-la se não eu. Ninguém que possa fazer da maquiagem permanente, ninguém além de mim. Ninguém pode curar as feridas, as rachaduras, as dores e o meu pior. Ninguém se não eu. E assusto-me porque sou tão forte quanto fraca, sou o atrás e o à frente do espelho. O que sofre e o que faz. E o responsável por fazer. Sou a responsável por tirar a máscara e por aceitar todo o resto. Sou o ser vivente na frente do espelho.
Todos os dias me olho no espelho.
Buscando por um dia em que fazê-lo me fará sorrir.
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Todo dia, tento parecer o melhor de mim. Mesmo que o que me rodeie seja o pior.
Escondo-me atrás de minhas roupas, atrás de minhas atitudes, mascaro minha dor com as coisas simples, deixo longe de todos o meu pior e mais escuro lado. Todos os dias enfrento de cabeça erguida tudo, mesmo que por dentro seja consumida por mil e um fantasmas que jamais vão me abandonar.
Todos os dias, evito o espelho. Evito minha imagem refletida atrás do vidro. Evito minhas marcas, evito me encarar, evito porque sei que de todos os complexos, Narciso não é o meu. Evito-o porque ele e eu somos capazes de encontrar as rachaduras da armadura que construo ao meu redor. Pois é nele que me vejo, sem maquiagem, ao acordar. É nele que noto que mesmo a maquiagem não pode esconder certas coisas, é nele que me vejo diante de mim.
E isso é aterrador. Aterrador porque não há ninguém além do espelho. Apenas eu. Apenas a minha imagem refletida. Não há ninguém que possa mudá-la se não eu. Ninguém que possa fazer da maquiagem permanente, ninguém além de mim. Ninguém pode curar as feridas, as rachaduras, as dores e o meu pior. Ninguém se não eu. E assusto-me porque sou tão forte quanto fraca, sou o atrás e o à frente do espelho. O que sofre e o que faz. E o responsável por fazer. Sou a responsável por tirar a máscara e por aceitar todo o resto. Sou o ser vivente na frente do espelho.
Todos os dias me olho no espelho.
Buscando por um dia em que fazê-lo me fará sorrir.
Sou viciada, e como viciada me apresento. Como viciada, reconheço minha obssessão pelo cheiro, pelo toque, pela sensação que minha droga me dá. Como viciada, reconheço de forma humilde que quando começo, não consigo parar. Reconheço que sofro crise de abstinência, que penso quase todo o tempo em coisas que não deveria pensar. No papel de viciada, deito e durmo, e sonho, ah se sonho, com algo do qual era mais sensato me livrar.
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Mas não se desesperem, eu não vou dizer a clássica frase do "Posso parar a hora que quiser" pois se pudesse sequer estaria escrevendo esse texto, sequer seria estaria compartilhando algo com alguém. O problema é que não desejo parar, é que gosto de minha droga, que a guardo em meu coração como uma dádiva preciosa, tem como ser pior?
Reconhecer-se drogada e apaixonada por sua droga?
Reconhecer-se drogada e apaixonada por sua droga?
Qual lastimável isso pode ser?
Vocês devem estar se apiedando agora, certo? Pois não deviam. Sou plenamente feliz, acreditem. Não vendo minhas coisas para manter meu vício e apesar de certas vezes prejudicar minha saúde, não é nada que umas ataduras não resolvam.
Pois sou viciada sim, mas em escrever. Sou viciada, de corpo, alma e coração no cheiro do papel, na sensação da caneta entre os dedos, no barulho do teclado enquanto as letras se formam lentamente na tela, como agora mesmo está acontecendo. Sou viciada no poder de Deus que a mim é conferido cada vez que começo uma história, nos vôos aos quais submeto minha imaginação, que como criança arteira sorri e vai, sem nem se preocupar. Sou viciada no respirar fundo após a escrita, no expurgar dos sentimentos que escorrem em palavras, dão-lhe vida e dão-lhe morte. Sou viciada em escrever até, em meu ritmo íntimo encontrar um ponto final.
Pois sou viciada sim, mas em escrever. Sou viciada, de corpo, alma e coração no cheiro do papel, na sensação da caneta entre os dedos, no barulho do teclado enquanto as letras se formam lentamente na tela, como agora mesmo está acontecendo. Sou viciada no poder de Deus que a mim é conferido cada vez que começo uma história, nos vôos aos quais submeto minha imaginação, que como criança arteira sorri e vai, sem nem se preocupar. Sou viciada no respirar fundo após a escrita, no expurgar dos sentimentos que escorrem em palavras, dão-lhe vida e dão-lhe morte. Sou viciada em escrever até, em meu ritmo íntimo encontrar um ponto final.
E mesmo que leia, grito para o nada, para os bytes vazios de uma página de web, para um caderno solitário que apenas eu sei entender. Deus! Como amo escrever!
Constatação que me surgiu quando, em um ônibus, vi-me desesperada pois havia esquecido meu costumeiro caderninho de escrita em casa e não havia papel nenhum a meu alcance que pudesse guardar com carinho minha idéia.
É, doente ou não. Sou viciada em escrever.
Já sentiu dor? Tanta dor que se sentiu sufocar? Que sentiu a necessidade de gritar pro mundo o tanto que estava doendo? Já se sentiu inútil, imóvel, impotente? Já sentiu àquela necessidade de deitar, se encolher e apenas desaparecer?
Já cantou aquela música triste com lágrimas rolando pelos olhos? Já sorriu fingindo que tava tudo bem? Só para que ninguém percebesse que você tava mal? Já fez isso desejando que percebessem, que te dessem um abraço dizendo um "Vai ficar tudo bem" sem fundamento algum? Já se sentiu carente o suficiente para quer apenas um colo quentinho para chorar?
Já chorou por uma mistura de coisas tão grandes e loucas que sequer sabia dizer o que era? Já se sentiu invisível, sozinha, fraca? Um zero a esquerda, alguém com quem ninguém se importa? Já se sentiu engarrafada, escrevendo para libertar todo um conjunto de fantasmas que você não sabia como segurar?
Já sentiu a pressão absurda de sua própria depressão? Já teve o pensamento de querer sumir, desaparecer, pensando que ninguém ia se importar?
Ultimamente, tenho me sentido assim. Embotada, presa, triste e solitária. Tenho desejado um abraço, um sorriso, alguém que olhe pra mim e diga "Vai ficar bem, vem cá!", alguém que se preocupe que seja até chato e que esteja no meu pé. Que aguente minhas reclamações repetidas, meus dramas esquisitos, sem me julgar. Que mesmo sem saber tente me animar. Tenho desejado tirar forças de sei lá onde, desejado não olhar pro lado e me sentir injustiçada, desejado foco e esperança para seguir em frente. Tudo tem sido difícil. Mais difícil do que eu podia imaginar. Tudo tem sido complicado e a sensação de sufoco só vem aumentando, aumentando.
Hoje acho que já chorei todas as minhas lágrimas. Hoje estou no chão, meus braços curtos tentando me erguer, tentando levantar depois de mais uma grande porrada da vida. Me pergunto quando isso vai parar e não chego numa resposta. A vida é difícil, é árdua e as vezes eu mesma duvido que esteja fazendo a coisa certa, duvido que esteja tomando o caminho certo. Não dá pra saber, afinal.
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Já cantou aquela música triste com lágrimas rolando pelos olhos? Já sorriu fingindo que tava tudo bem? Só para que ninguém percebesse que você tava mal? Já fez isso desejando que percebessem, que te dessem um abraço dizendo um "Vai ficar tudo bem" sem fundamento algum? Já se sentiu carente o suficiente para quer apenas um colo quentinho para chorar?
Já chorou por uma mistura de coisas tão grandes e loucas que sequer sabia dizer o que era? Já se sentiu invisível, sozinha, fraca? Um zero a esquerda, alguém com quem ninguém se importa? Já se sentiu engarrafada, escrevendo para libertar todo um conjunto de fantasmas que você não sabia como segurar?
Já sentiu a pressão absurda de sua própria depressão? Já teve o pensamento de querer sumir, desaparecer, pensando que ninguém ia se importar?
Ultimamente, tenho me sentido assim. Embotada, presa, triste e solitária. Tenho desejado um abraço, um sorriso, alguém que olhe pra mim e diga "Vai ficar bem, vem cá!", alguém que se preocupe que seja até chato e que esteja no meu pé. Que aguente minhas reclamações repetidas, meus dramas esquisitos, sem me julgar. Que mesmo sem saber tente me animar. Tenho desejado tirar forças de sei lá onde, desejado não olhar pro lado e me sentir injustiçada, desejado foco e esperança para seguir em frente. Tudo tem sido difícil. Mais difícil do que eu podia imaginar. Tudo tem sido complicado e a sensação de sufoco só vem aumentando, aumentando.
Hoje acho que já chorei todas as minhas lágrimas. Hoje estou no chão, meus braços curtos tentando me erguer, tentando levantar depois de mais uma grande porrada da vida. Me pergunto quando isso vai parar e não chego numa resposta. A vida é difícil, é árdua e as vezes eu mesma duvido que esteja fazendo a coisa certa, duvido que esteja tomando o caminho certo. Não dá pra saber, afinal.
Just the thought of another day
How did we end up this way
What did we do wrong?
God
Me perco. Me acho. Me esqueço de mim para me encontrar. Me perco em desespero e do desespero faço flor, faço amor, faço dor. Da dor faço arte, força, esperança. Da esperança tiro forças para caminhar, para continuar, sem parar.
O tempo não para.
Choro, caio, levanto, me arrasto, mas faço o possível para não parar, estagnar. Do estagnado nada nasce, mas do estagnado algo renasce. Do renascer, do nascer de novo, do tentar outra fez, do se erguer. Das cinzas se faz a fênix, da fênix e se faz o vôo. E eu vôo, o mais alto que minhas asas podem me levar, tão alto quanto Ícaro, tão alto quanto puder, alto até minhas asas derreterem e se desfazerem, até cair novamente, até aterrissar, até voltar.
A realidade é dura.
Dura, difícil, incompreensiva, impermeável, irrefreável. É irreprimível mas ainda assim tangível e palpável, é dor, amor, sonho, ilusão, é o barulho do salto gasto contra o assoalho, os olhos se fechando ao final de um dia duro, é o passar pelo inferno e voltar. O eterno ciclo de renascer, a queima infinita, do fogo às cinzas, das cinzas à fênix.
É imprevisível.
E assustador, amedrontador, apavorador. É uma sombra escura que passa pela janela em um dia chuvoso, é o que te faz tremer e se esconder, é o medo entranhado na pele, nos olhos, na alma. Mas é também o prevalecer, é o encher-se de coragem, é o erguer da cabeça, o curar as feridas, o exorcizar o fantasma e o seguir. Sempre em frente, sempre.
É não linear.
E se perder, se achar. E fazer nascer no meio das nuvens um sol. É fazer da terra estéril uma flor nascer. É transformar a dor em arte, é deixar o desespero fazer parte, sem no entanto deixar-se engolir. É a grande empreitada de todos nós, a grande jornada para lugar nenhum que todos fazemos sem muito saber. É a incógnita infinita que se altera nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nos detalhes que passam despercebidos.
É amar, perseverar, apaixonar, dançar, voar. É perder, esquecer, ser, deixar de ser. Renascer, crescer, florescer. É cair, sumir, surgir, emergir, submergir. É viver, da melhor, com intensidade, com vigor, com amor. É ser o que se é, abrir os olhos para o mundo, é andar para o nada. Enfrentar o medo e os fantasmas.
Atirar-se a uma grande empreitada.
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O tempo não para.
Choro, caio, levanto, me arrasto, mas faço o possível para não parar, estagnar. Do estagnado nada nasce, mas do estagnado algo renasce. Do renascer, do nascer de novo, do tentar outra fez, do se erguer. Das cinzas se faz a fênix, da fênix e se faz o vôo. E eu vôo, o mais alto que minhas asas podem me levar, tão alto quanto Ícaro, tão alto quanto puder, alto até minhas asas derreterem e se desfazerem, até cair novamente, até aterrissar, até voltar.
A realidade é dura.
Dura, difícil, incompreensiva, impermeável, irrefreável. É irreprimível mas ainda assim tangível e palpável, é dor, amor, sonho, ilusão, é o barulho do salto gasto contra o assoalho, os olhos se fechando ao final de um dia duro, é o passar pelo inferno e voltar. O eterno ciclo de renascer, a queima infinita, do fogo às cinzas, das cinzas à fênix.
É imprevisível.
E assustador, amedrontador, apavorador. É uma sombra escura que passa pela janela em um dia chuvoso, é o que te faz tremer e se esconder, é o medo entranhado na pele, nos olhos, na alma. Mas é também o prevalecer, é o encher-se de coragem, é o erguer da cabeça, o curar as feridas, o exorcizar o fantasma e o seguir. Sempre em frente, sempre.
É não linear.
E se perder, se achar. E fazer nascer no meio das nuvens um sol. É fazer da terra estéril uma flor nascer. É transformar a dor em arte, é deixar o desespero fazer parte, sem no entanto deixar-se engolir. É a grande empreitada de todos nós, a grande jornada para lugar nenhum que todos fazemos sem muito saber. É a incógnita infinita que se altera nas pequenas coisas, nos pequenos gestos, nos detalhes que passam despercebidos.
É amar, perseverar, apaixonar, dançar, voar. É perder, esquecer, ser, deixar de ser. Renascer, crescer, florescer. É cair, sumir, surgir, emergir, submergir. É viver, da melhor, com intensidade, com vigor, com amor. É ser o que se é, abrir os olhos para o mundo, é andar para o nada. Enfrentar o medo e os fantasmas.
Atirar-se a uma grande empreitada.
Fly with me cause I'm a Warrior, feel my Power, see my light cause I don't wanna be dark no more.
Move your head, move your soul, move it all along and don't take it slow, dance. Even if you fall keep running, cause when we fall we still have our dreams, we still have our sins, remember the memories of sunny and rainy day. Fight and win your our battles cause everyday I won mine.
U know? I'm kinda unbreakable
Cause I'm always standing still, cause I'm always wanting to feel new. I'm always falling down, I'm always standing my ground. I'm always running to nowhere, with my broken wings that keep me flying that way. U know i'm unbreakable, even if I'm broken.
I got the power, I got the warnings, I'm taking the shots, one, two, three. I'm just trying to be. To my old fears I can only say goodbye, to the new I say hello cause I'm no hero I'm just a warrior.
So no more pain, goodbye, goodbye, and no more cry, goodbye goodbye. I will have no mercy, if you're ready to feel put your hands in the air.
I'm just a freakshow, I'm just someone nobody know, like a sad drama actor freezing on the snow. I'm just dancing in the floor, dancing in the life, dancing with a knife. I'm just dancing in the rain, just smiling without refrain. I'm lost on my own mind, I'm slave of my own sight. I'm not so brave.
I'm just a tired one, with the heart beating fast. I'm just tired of me, tired of be, tired of see. I'm just... I'm from zero... I'm just being punched in the face, help me if you can. I'm just the rebel one.
What can I do? What can I do? I only have one shot, one chance. I'm shouting my voice to the world ! I only have one chance, u know?
U know, I'm unbreakable one, U know?
I can't lost myself, I can't loose myself.
Cause I know the pain I'm going through even when I close my eyes. Cause I feel the love around me, cause I feel everything that made me be.
Yes i'm hero, but still I'm from zero. I'm a Warrior, I got the Power, I'm unbrekable and all I can say is that
I remember.