Eu certamente não sou a pessoa mais sábia do mundo, nem a mais madura delas para saber exatamente como lidar com algumas situações. Na verdade, eu me torno uma criança muito mais chorona do que deveria diante de algumas coisas...
Não sou muito boa com as palavras, e elas sempre me fogem quando eu preciso delas, sobrando-me apenas os gestos que nem sempre são compreendidos e nem sempre tem o efeito que eu desejava. A verdade é que na maioria das vezes meus gestos acabam soando muito mais triviais do que eu realmente desejava que fossem e eu nunca sei o que fazer quando isso acontece... Talvez eu deva me desculpar com todos por causa disso.
Todos nós vivemos sabendo que não vamos nadar sempre num mar de rosas e que as nuvens fofas podem se tornar espinhos rapidamente e que nem sempre as coisas vão dar certo como agente espera que dêem... Aliás, todos sabemos que elas vão dar errado uma penca de vezes antes de darem realmente certo, quase como se fosse “aquilo que deveria acontecer” mas não é esse “saber” que vai minimizar as coisas ruins que acabam vindo nesse momento... Nada pode minimizar, ou talvez o tempo possa fazer essas coisas sumirem pouco a pouco.
Não sou muito boa com as palavras, e elas sempre me fogem quando eu preciso delas, sobrando-me apenas os gestos que nem sempre são compreendidos e nem sempre tem o efeito que eu desejava. A verdade é que na maioria das vezes meus gestos acabam soando muito mais triviais do que eu realmente desejava que fossem e eu nunca sei o que fazer quando isso acontece... Talvez eu deva me desculpar com todos por causa disso.
Todos nós vivemos sabendo que não vamos nadar sempre num mar de rosas e que as nuvens fofas podem se tornar espinhos rapidamente e que nem sempre as coisas vão dar certo como agente espera que dêem... Aliás, todos sabemos que elas vão dar errado uma penca de vezes antes de darem realmente certo, quase como se fosse “aquilo que deveria acontecer” mas não é esse “saber” que vai minimizar as coisas ruins que acabam vindo nesse momento... Nada pode minimizar, ou talvez o tempo possa fazer essas coisas sumirem pouco a pouco.
A dor existe, o sofrimento é opcional.
Existem aqueles que vão se deixar levar pela dor e aqueles que vão erguer a cabeça perante seu olhar debochado e vão rir, dizendo que logo não irão mais senti-la. Nunca é fácil, mas quase nunca vai se estar sozinho. Virar páginas sempre vai ser necessário porque como já diz o ditado “Quem vive de passado é museu”, e se por acaso essa página esteja muito pesada para se virar sozinho, sempre pode-se contar com as mãos amigas.
E é por isso que eu, nas minhas humildes limitações, nos meus gestos travados e nas minhas palavras não-ditas, escrevi esse texto e o dedico a todos àqueles que amo e prezo, dedicando em especial a um ser maravilhoso cheio das mais variadas qualidades que não cabe a mim descrever, pois assim como dito anteriormente eu não sou muito boa com consolos e então faço o que posso.
E com estas minhas palavras que eu digo que vou estar sempre aqui pra você pronta para passar a página com você, caso ela esteja muito pesada. Te amo tá?
E com estas minhas palavras que eu digo que vou estar sempre aqui pra você pronta para passar a página com você, caso ela esteja muito pesada. Te amo tá?
Think of what could be if you rewrite the hole you play, and look back on yesterday. ♫
~19 de Agosto de 2011 - Dia do "Quero recomeçar minha vida"
Os dedos finos correram pela superfície do espelho, enquanto os olhos capturavam cada detalhe do rosto, as maçãs coradinhas, os olhos bondosos e o sorriso amigável e simpático de alguém que estava sempre disposto a ajudar.
Sorriu. Era linda como uma bonequinha de porcelana, os fios morenos lhe caindo em cachos pelos ombros, a pele branquinha e lisinha quase sem imperfeições e o vestido feito do tecido caro com as rendas delicadas que lhe davam um ar ainda mais angelical. Atraía todos os olhares por onde passava e sorria diante deles.
Sorriu. Era linda como uma bonequinha de porcelana, os fios morenos lhe caindo em cachos pelos ombros, a pele branquinha e lisinha quase sem imperfeições e o vestido feito do tecido caro com as rendas delicadas que lhe davam um ar ainda mais angelical. Atraía todos os olhares por onde passava e sorria diante deles.
Acenava levemente para as pessoas que lhe admiravam. Moças tagarelavam sobre sua beleza e a invejavam por parecer tão perfeita. Um anjo sem asas que andava sobre a terra.
Continuava fitando o espelho, notando que aos poucos a imagem se tornava embaçada e distorcida, só percebendo do que se tratava quando a primeira lágrima lhe desceu pela face, correndo rapidamente pela bochecha levemente corada e morrendo no tecido que lhe tomava parte do pescoço. E depois dela, muitas outras vieram, levando consigo a maquiagem perfeita que ela havia feito ao se arrumar.
Sentiu os joelhos tremerem, incapazes de sustentar o peso do corpo que agora parecia pesar toneladas, caindo no chão e sujando o vestido claro que vestira. Os soluços altos preenchiam o quarto silencioso enquanto ela sentia uma mão invisível comprimindo-lhe a garganta e roubando todo seu ar. Sentia-se sufocar, sufocar naquela mentira toda, sufocar naquilo que não era, naquilo que tentara ser e não conseguira.
Continuava fitando o espelho, notando que aos poucos a imagem se tornava embaçada e distorcida, só percebendo do que se tratava quando a primeira lágrima lhe desceu pela face, correndo rapidamente pela bochecha levemente corada e morrendo no tecido que lhe tomava parte do pescoço. E depois dela, muitas outras vieram, levando consigo a maquiagem perfeita que ela havia feito ao se arrumar.
Sentiu os joelhos tremerem, incapazes de sustentar o peso do corpo que agora parecia pesar toneladas, caindo no chão e sujando o vestido claro que vestira. Os soluços altos preenchiam o quarto silencioso enquanto ela sentia uma mão invisível comprimindo-lhe a garganta e roubando todo seu ar. Sentia-se sufocar, sufocar naquela mentira toda, sufocar naquilo que não era, naquilo que tentara ser e não conseguira.
E foi então que o milagre aconteceu.
O “CRACK” feito pelo espelho a assustou, e ela se ergueu rapidamente, ainda a tempo de ver sua imagem refletida no espelho rachado que criava uma imagem ainda disforme de sua figura outrora perfeita. A imagem de uma máscara caindo. Atônita, ela observou os pedaços rachados do espelho caírem no chão, se transformando em milhões de cacos que não pareciam lhe acertar.
Revelando-lhe alguém.
Recuou alguns passos, assustada com o que estava “atrás” do espelho. A menina rebelde lhe sorriu, sacudindo os cabelos castanhos parcialmente tingidos de vermelho, fazendo as correntes presas à calça jeans surrada produzirem um som. Fitou-lhe atentamente por alguns instantes, o olho adornado por um lápis preto e a boca por um piercing negro e a menina empalideceu.
A figura lhe sorriu debochada, balançando a cabeça negativamente e a menina finalmente notou o quanto eram iguais. O assombro foi diminuindo, enquanto aquela versão dela mesma lhe estendia a mão, em um pedido mudo.
Revelando-lhe alguém.
Recuou alguns passos, assustada com o que estava “atrás” do espelho. A menina rebelde lhe sorriu, sacudindo os cabelos castanhos parcialmente tingidos de vermelho, fazendo as correntes presas à calça jeans surrada produzirem um som. Fitou-lhe atentamente por alguns instantes, o olho adornado por um lápis preto e a boca por um piercing negro e a menina empalideceu.
A figura lhe sorriu debochada, balançando a cabeça negativamente e a menina finalmente notou o quanto eram iguais. O assombro foi diminuindo, enquanto aquela versão dela mesma lhe estendia a mão, em um pedido mudo.
“Liberte-se”
E ela, munida de uma força que nem sabia existir, sem qualquer hesitação, segurou a mão de sua “gêmea” vendo-a sorrir acenando positivamente.
“Seja você mesma”
A menina acordou sobressaltada, olhando e volta e notando o mesmo espelho intacto, sem nenhuma rachadura. Ergueu-se fitando aquela mesma imagem de antes, agora com a maquiagem borrada e torceu a cara levemente. Não queria aquilo, não mais.
Sorriu debochadamente, assim como se lembrara de sua sósia, enquanto as mãos se guiavam para o cabelo, soltando a trança que prendia os fios morenos, deixando-os caírem livres por suas costas. Seus olhos passearam pelo quarto, notando a pequena tesoura esquecida sobre a mesa.
E a mente brilhou em uma idéia.
E a mente brilhou em uma idéia.
Tomou a tesoura entre suas mãos e rapidamente a enfiou no meio dos fios longos e uniformes, começando a picotar tufos de cabelo em diferentes direções, sorrindo mais e mais com cada pedacinho que caía no chão. Ria como uma criancinha.
Fitou o vestido que usava, pomposo e caro, mais uma vez colocando sua tesoura para agir, transformando a máscara em um belo acessório. Os risos altos preenchiam o quarto, e logo sua mãe foi ver o que estava acontecendo.
Fitou o vestido que usava, pomposo e caro, mais uma vez colocando sua tesoura para agir, transformando a máscara em um belo acessório. Os risos altos preenchiam o quarto, e logo sua mãe foi ver o que estava acontecendo.
Quase tendo um infarto ao ver aquela cena.
Dentro do quarto, uma menina com cabelos picotados, blusas largas e calça jeans, sorria de orelha a orelha, terminando de retalhar a saia de seu vestido. Expurgando toda aquela sensação ruim que lhe tomava o coração sempre que se via no espelho. Destruindo aquela máscara que ela já estava farta de usar. Quebrando a parede de vidro que a separava de sua essência.
18 de Agosto de 2011
“Se você viver por cem anos, eu desejo viver por cem anos menos um dia, para que assim, não passe nenhum dia sem você”
Amigos, talvez seja um extremo clichê falar sobre eles, ainda mais no dia dos amigos; Sei que muitos vão pegar no meu pé e dizer que essa coisa de “ter vários” amigos não existe, que é tudo uma farsa, que cobrimos tudo com panos e não enxergamos a realidade, mas se quer realmente saber, eu não me importo com o que possam pensar.
A questão é que quando se é amigo de uma pessoa, você simplesmente sabe disso. Não são precisos dias especiais nem palavras bonitas para demonstrar isso, não são precisas declarações nem extravagâncias porque simplesmente se sabe. Amigos se entendem com um olhar, se consolam com um gesto e muitas vezes tornam as palavras desnecessárias.
A questão é que quando se é amigo de uma pessoa, você simplesmente sabe disso. Não são precisos dias especiais nem palavras bonitas para demonstrar isso, não são precisas declarações nem extravagâncias porque simplesmente se sabe. Amigos se entendem com um olhar, se consolam com um gesto e muitas vezes tornam as palavras desnecessárias.
Amigos são aqueles que se preocupam, que compartilham felicidade, mas que também compartilham tristeza, que estão ali para te levantar quando você cai. Que estão ali para sorrir e te estender a mão quando tudo parece ruim demais para se seguir. São aqueles que vão te magoar mas que você vai perdoar por eles simplesmente não fazerem por mal, são aqueles que vão discutir e te xingar quando verem que você está fazendo alguma coisa errada e que vão te repreender falando “Eu te avisei”. São aqueles que são diferentes mas que botam as diferenças de lado apenas pra ficar com você;
São aqueles que são sinceros mas que as vezes mentem dizendo um “Vai ficar tudo bem” que não é tão verídico assim apenas para acalmar alguém. São aqueles que passam pela sua vida e deixam uma marca profunda em você, são aqueles de quem você jamais vai esquecer.
Que sempre estarão com você.
Que sempre estarão com você.
A todos os meus amigos, irmãos que nunca me deixaram na mão e que estiveram sempre ali quando eu precisei. Love you all <3
Viveremos fortemente, somos jovens
Não estou sozinho
Animado eu avanço, porque depois disso,
Estarei eu com meus amigos sorrindo.
Não estou sozinho
Animado eu avanço, porque depois disso,
Estarei eu com meus amigos sorrindo.
Best Friends ~ the GazettE
~20 de Julho de 2011
Os soluços já não mais preenchiam o quarto pois até mesmo suas lágrimas haviam secado. Ergueu-se lentamente sentindo um arrepio quando seus pés descalços tocaram o chão frio de mármore. Frio como ela se sentia. Abraçou a si mesma arrastando-se até estar diante do espelho que aprendera a odiar. Levou a mão até a superfície refletora, acariciando a própria imagem, notando o quão igual e o quão diferente era dela própria.
Os olhos vermelhos, o batom borrado os cabelos desgrenhados e o visual sem nenhum cuidado. O quanto havia chorado? O quanto havia lamentado? Não sabia precisar, mas sabia que fazia bastante tempo que suas cortinas se mantinham fechadas, que fazia tempo que ela não saía... Por quanto tempo deixara de viver? E porque? Se enquanto ela se debulhava em lágrimas ele nem se importava?!
Aquela imagem não se parecia com ela. Aonde estavam o sorriso e olhar luminoso que todos tanto elogiavam?! Poderiam ter se perdido assim? Amara, sim, definitivamente o amara e se doara. Quase passara por cima de si mesma, ignorando todos os avisos de pessoas que lhe olhavam preocupadas. Todos eles sabiam. Ela sentia saber, mas preferia não acreditar, ou melhor, acreditar nele. E o que lhe restara? Apenas aquele vazio.
Pensara estar diante de seu príncipe encantado, mas após tudo ele acabara se revelando um sapo. Um sapo que roubara-lhe o coração e fora embora, deixando-a apenas com as lembranças e o rancor por tudo que acontecera.
Passou as mãos pelos cabelos, sentindo o quão sujos e embaraçados estavam e se perguntou como havia chegado naquele ponto. Como fora tão fundo naquele poço se tantos tentavam segurá-la? E foi ali, olhando no espelho, conversando apenas consigo mesma que tomou uma decisão, não procuraria mais pelo príncipe e não choraria mais pelo sapo.
Estava cansada e ficar esperando e se decepcionar. Estava cansada de procurar e não achar nada, de terminar frustrada e foi por isso que prometeu a si mesma que não mais se deixaria afogar naquilo tudo de novo, prometeu que ia se manter de pé, nem que tivesse que buscar forças em seu orgulho. Prometeu se tornar uma princesa independente e forte...
Que não precisa do príncipe para ter um final feliz.